Dessensibilização alimentar: desafios e aprendizados

Ontem recebemos aquela ligação que nenhuma mãe quer receber: a da escola, avisando que algo aconteceu com seu filho. Para quem vive com alergias alimentares, uma ligação assim desperta um medo muito conhecido.

Depois de 15 anos cuidando das alergias alimentares do Lucas, sinto que aprendi a lidar melhor com a minha ansiedade. Tenho uma rede de apoio com quem posso contar e que faz muita diferença nessa caminhada. Ainda assim, episódios como esse me levam de volta a um lugar difícil, onde o medo aparece antes mesmo de conseguirmos entender o que aconteceu.

Felizmente, dessa vez, o episódio foi leve. Ainda estamos investigando o que aconteceu, mas o susto me trouxe a vontade de compartilhar uma parte da nossa caminhada: o tratamento de dessensibilização alimentar que o Lucas vem fazendo há cerca de três a quatro anos.

Esse tratamento passou a fazer parte da nossa rotina, junto com as expectativas, as dúvidas e os cuidados que exige. Existe um compromisso com a manutenção das doses e com as orientações da equipe médica. E existe também a dedicação do Lucas, que participa desse processo TODOS os dias.

Ainda não podemos afirmar quanto o tratamento contribuiu para que esse episódio fosse leve. Mas buscar maior proteção diante de exposições acidentais foi uma das razões que nos levaram a escolher esse caminho.

É um assunto que merece espaço para falarmos dos possíveis benefícios e também dos desafios. Por isso, quero dedicar o próximo post a explicar melhor como a dessensibilização funciona.

E vocês, têm dúvidas sobre esse tratamento? O que gostariam de saber?

👉🏽 Deixem suas perguntas nos comentários para que possamos incluí-las nessa conversa.