A partir de 1º de julho de 2026, entra em vigor na Califórnia, nos Estados Unidos, uma nova lei que exige que muitas redes de restaurantes informem a presença dos principais alergênicos alimentares nos itens de seus cardápios. A lei se chama Allergen Disclosure for Dining Experiences Act, conhecida como ADDE Act ou SB 68.
A nova regra se aplica a redes de restaurantes na Califórnia com 20 ou mais unidades nos Estados Unidos. Esses estabelecimentos deverão informar, por escrito, se cada item do cardápio contém algum dos 9 principais alergênicos alimentares.
São eles: leite, ovos, peixes, crustáceos, castanhas, amendoim, trigo, soja e gergelim.
As informações poderão aparecer diretamente no cardápio físico ou em formato digital, como QR Code. Quando a informação for digital, o restaurante também deverá oferecer uma alternativa não digital para o consumidor.
A lei foi patrocinada pela Asthma and Allergy Foundation of America (AAFA), com apoio de defensores da causa das alergias alimentares na Califórnia. A Kids With Food Allergies (KFA), divisão da AAFA, também destacou a importância da medida para que pessoas com alergias alimentares possam fazer escolhas mais informadas ao comer fora.
A Califórnia se torna o primeiro estado norte-americano a adotar uma exigência desse tipo para restaurantes, marcando um avanço importante para a segurança, transparência e inclusão alimentar.
Para pessoas com alergias alimentares, comer fora pode envolver medo, insegurança e risco real de reações graves. Ter acesso a informações claras sobre alergênicos no momento da escolha do prato é uma medida simples, mas com enorme impacto na vida de famílias que convivem com restrições alimentares.
Essa mudança mostra que a inclusão alimentar também precisa estar presente nos serviços de alimentação, como em restaurantes, lanchonetes, redes de alimentação e serviços de entrega.
Fontes: Asthma and Allergy Foundation of America (AAFA) / Kids With Food Allergies (KFA/AAFA)





