“Ser mãe” é compartilhar experiências de Amor

Por Bianca Kirschner

Nesse Dia das Mães, o Conexão Alimentar ouviu de algumas mães um pouco do que elas passaram e passam no desafiador mundo da alergia alimentar.

Saber o que é “ser mãe” pode parecer repetitivo, mas continua profundo e encantador. Conhecer os desafios da trajetória de cada mãe pode parecer algo antigo, mas cada resposta continua atual com um ineditismo que nos emociona.

Na verdade, são experiências que devem ser sempre ouvidas, multiplicadas, compartilhadas com todos,  principalmente nesses tempos de pandemia e de isolamento social.

Nesta reportagem, conversamos com Janaina, Raquel e Fernanda. E cada uma trouxe mais uma porção mágica de amor, de superação, de fé e de alegria.

Tudo que precisamos na Conexão desse Dia Especial.

Acompanhe os depoimentos das mães, exclusivo para o Conexão Alimentar:

 


Janaina Crispim, mãe da Giulia Crispim, 4 anos
Cuiabá, MT.

@janamaedagiulia

Ser mãe para mim foi um divisor de águas. Eu tinha uma visão completamente diferente da maternidade antes da Giulia chegar. Todas aquelas frases clichês de que “Você só entende o verdadeiro amor após ser mãe” fazem todo sentido agora.

Ser mãe é padecer no paraíso – olha aí mais uma frase clichê (risos).

Eu tinha o sonho de amamentar e durante a gravidez pesquisava muito sobre esse assunto e mesmo assim a amamentação foi algo muito difícil, mas que com persistência e muita paciência conseguimos superar.

Foram 1 ano e 5 meses amamentando e restrição alimentar juntas, por ela ser alérgica à proteína do leite de vaca e mamar leite materno eu também fiz a restrição alimentar.

Uma das fases mais difíceis da vida materna foi exatamente essa da alergia à proteína do leite de vaca, mas também foi uma forma de aprendizado sobre um mundo totalmente novo para todos da minha família.

Eu sempre digo que quero que a minha filha tenha as melhores memórias possíveis de uma boa infância, e essa quarentena tem nos proporcionado momentos incríveis juntas.

Maternidade é um misto de sentimentos, mas o maior deles com certeza é o amor!

 


Raquel, mãe de Manuela, 9 anos, e dos gêmeos Rafaela e Frederico, 6 anos
São Paulo, SP.

@cosikitchenglutenfree

Quando pequena, ouvia minha mãe dizer que “Ser mãe é padecer no Paraíso” (poema de Coelho Neto) e nunca entendi o real significado dessa frase.

O tempo passou, minha mãe virou uma estrela e eu construí a minha família. Tudo passou a ter sentido.

Me pego muitas vezes pensando o que devo fazer diferente para criar os meus filhos e evoluir como ser humano, mas sempre, sempre acabo fazendo muita coisa parecida.

Aí vem a canção de Belchior por Elis Regina que “ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais”. Muita verdade nessa canção!

Ficar impossibilitada de seguir a vida como estava 2 meses atrás me mostrou que não adianta eu querer inventar fórmulas ou modo diferente para cuidar das crianças. Elas são crianças e precisam ter o que eu tinha quando criança, que é atenção, amor e companhia; isso já é praticamente tudo.

Claro que em meio a essa forma de pensar passei por crises de choro, desespero e gritos, muitos gritos. E por alguns dias me fez muito mal toda essa revelação; digo revelação porque foi tudo de uma vez.

Fazer tudo com eles e para eles de uma única vez me tirou do meu estado de conforto e me fez perceber que eu posso e devo fazer o que for preciso pra eles se sentirem protegidos. Seja chorar porque um filho cortou o queixo ou surtar porque está tudo bagunçado.

Eu sou a mãe deles e tenho o poder da comida deliciosa, mas também tenho meu coração costurado por cada machucado que eles fazem, não sou sempre forte e, assim, as exigências comigo diminuíram.

Na verdade, sinto que esse confinamento foi para eles serem meus professores e não o contrário. E concluo os meus pensamentos com uma frase também de Coelho Neto, que diz “É na educação dos filhos que se revelam as virtudes dos pais.”

Paraíso, bagunça, medo, dúvida, amor e muitos outros sentimentos vivem em mim e acredito que me acompanharão por toda minha existência como MÃE, mas de uma coisa eu tenho a certeza absoluta: não estou sozinha! Estou com as melhores companhias que existem para mim e enchem meu coração de alegria.

 


Fernanda Silva, mãe de Giovana, 11 anos, e Murilo, 3 anos e 9 meses
Cuiabá, MT.

@fernandagiovanasilva

Ser mãe é um privilégio de Deus, amor sem limites.

O desafio maior é saber que amanhã posso não tê-lo em meus braços; é lutar todos os dias por dias melhores para meu filho; é falhar e mesmo assim insistir na perfeição de dias felizes e mais leves.

Com o isolamento social, o amor de Deus para nossas vidas, Deus tem me dado esse tempo exclusivamente para poder estar com meus filhos, para poder olhar nos olhos com mais calma, poder dormir abraçados sem ter pressa de cumprir horários

Não existe experiência maior em poder sentir meu filho com seus olhos. Ele não fala, ele não anda, ele não senta, ele não rola. Ele é especial: tem microcefalia por zika vírus, mas o amor que ele exala não tem comparação a nada que já senti nesse mundo, ele toca minha alma com seu olhar mais doce e mais puro, ele me faz chorar de gratidão com todo seu rosto, porque ele tem tanto amor que transborda quando olho em seus olhos, eu só tenho gratidão a Deus por ser mãe do meu pretinho mais lindo do mundo.

Meu filho é meu pedacinho de céu com algodão doce. ️️️Quantas vezes eu já tive em meus braços sentindo que poderia ser a última vez e eu clamava ao senhor para me dar mais tempo com ele. Eu segurava em sua mãozinha e falava: aguenta firme, meu filho, porque eu preciso de você.

Ele me ensinou a ser mais humana, ele me ensinou que nada nenhum bem material vale nada se não tiver amor ao próximo, não existe riqueza maior do que o dom do Amor, e ele é o amor, meu anjo dourado. ️️️

E ser mãe é ir ao limite de todas as emoções.

 

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