Reflexões sobre industrializados

Ana Vieira
@xoleite

Quando eu indico industrializados, sempre alguém me critica. Mas de verdade, a única forma de não ser criticado é não fazendo nada e, sinceramente, cruzar os braços quando o assunto é inclusão alimentar não está nos meus planos.

Entenda: Não sou a favor de industrializados como alimento, mas sim como ferramenta de inclusão. Aqui temos a alimentação o mais natural possível. Tem dias que a Júlia pede arroz e feijão de lanche e eu acho o máximo (afinal, não poderia criar nada mais saudável do que isso). Esses biscoitos da foto muitas vezes até vencem no meu armário, porque realmente esquecemos deles.

A grande questão é que eles são exatamente iguais às versões sem leite. A marca Liane, por exemplo, tem até biscoito recheado e waffer. Mas como disse: Não são saudáveis, são um aliado para deixar a dieta mais leve. Vou dar exemplos:

👉Quando seu filho estiver chorando porque quer o que o amiguinho está comendo – Tem uma opção.

👉 Quando a mãe que amamenta está cansada demais para cozinhar e precisando de um docinho – Tem uma opção

👉Quando a avó quer fazer um agrado para o neto, mas não entende de controle de traços – Tem uma opção.

👉Quando vai ter um picnic entre as crianças – Tem uma opção. Todo mundo compartilha.

Aí você pode dizer “Ah não, Ana, acho que a gente tem que cozinhar e mostrar que comida de alérgico é boa” Concordo plenamente! Inclusive esse é um dos motivos desse espaço existir. Mas infelizmente (infelizmente mesmo!), para ALGUMAS crianças, o compartilhar, só dá para ser feito com industrializados.

Eu falo de experiencia própria. A Júlia já fez bolo comigo e na hora de dividir entre os amiguinhos muitos não quiseram nem provar. Agora, um pacote de bolacha ninguém rejeita. Enfim: Se eu tivesse uma varinha mágica, faria todas as crianças ficarem felizes em compartilhar lanchinhos saudáveis com frutas, biscoitos caseiros e até com arroz e feijão, mas enquanto não tenho esse poder, os industrializados me ajudam no processo de inclusão, o qual pode ser bem desafiador principalmente para crianças maiorzinhas e para mães que amamentam.

Quem já passou por alguma experiência assim vai entender meu ponto.

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