Pesquisa identifica substâncias que podem ser causadoras de alergias em alguns alimentos

A farmacêutica Gabriela Justamante Händel Schmitz foi a entrevistada nos Novos Cientistas. Sob a orientação do professor João Roberto Oliveira do Nascimento, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) da USP, ela realizou um estudo de doutorado que buscou identificar novos potenciais alérgenos que podem provocar alergias pelo consumo de mamão, manga, abacaxi e mandioca

Por Antonio Carlos Quinto

Ouça: Duração: 10:32

A farmacêutica Gabriela Justamante Händel Schmitz é autora de um estudo de doutorado, na Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) da USP, que buscou identificar novos alérgenos alimentares (proteínas/antígenos responsáveis por desencadear reações alérgicas) de mamão, manga, abacaxi e mandioca. O objetivo foi melhorar o diagnóstico de alergias causadas pelo consumo desses alimentos. “Hoje em dia há uma escassez de alérgenos já descritos para esses alimentos”, disse Gabriela em entrevista aos Novos Cientistas.

A alergia a esses alimentos pode causar sintomas como urticária, vermelhidão na pele, inchaço, coceira, edemas em volta dos olhos, náuseas, queda da pressão arterial e até anafilaxia, o que pode levar à morte. “Mas isso não significa que não podemos consumir tais alimentos. As frutas são extremamente saudáveis, apesar de terem aumentado os casos de alergias”, ressaltou a pesquisadora.

A busca pelos potenciais alérgenos de mamão, manga, abacaxi e mandioca facilitará a identificação das proteínas contidas nesses alimentos que são responsáveis por causarem as alergias. Os estudos de Gabriela geraram um pedido de patente junto à Agência USP de Inovação (Auspin), que ainda está em processo. “Foram descobertos 19 potenciais alérgenos que poderão facilitar os diagnósticos”, contou a pesquisadora.

Em seus estudos, Gabriela identificou ainda a “síndrome látex-fruta” que acontece porque algumas frutas, como mamão, figo, banana, abacate, kiwi e melão, têm em sua composição proteínas semelhantes àquelas presentes no látex da Hevea brasiliensis – a famosa seringueira. “A quimopapaína, por exemplo, encontrada no látex do mamão, pode provocar essa síndrome. A esse fenômeno chamamos reatividade cruzada. Tem gente que é alérgica à borracha [látex] e que também tem ou pode desenvolver alergia ao mamão, ao figo, à banana”, explicou a pesquisadora.

Publicado originalmente no Jornal da USP (em 24.10.2019)

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