Panetone: a melhor parte da ceia de Natal.

Ariadne Vasconcelos
Do site www.docesdedavi.com

A maioria das histórias sobre receitas famosas sempre começam com algo que deu errado ou um grande amor e essa não poderia ser diferente.

Todo o mundo sabe que essa receita nasceu na Itália e existem duas lendas em torno origem do #panetone, a primeira começa na cidade de Milão no ano de 1490 , quando um jovem aristocrata chamado Ughetto Atellani de Futi se apaixonou pela filha de um confeiteiro e como nos contos de Romeu e Julieta para demonstrar seu amor e conseguir estar perto da sua amada se passou por aprendiz de confeitaria e começou a trabalhar no estabelecimento do sogro.

Para atrair a sua atenção inventou um pão açucarado , com frutas cristalizadas e aromatizado com laranja e limão. O resultado foi fantástico, pois além da atenção da amada ele ganhou muitos fregueses que passaram a comprar o “Pão do Toni” que era o seu nome, daí vem a palavra panetone.

Também existe uma outra versão dessa história na mesma cidade que aponta para o Duque Ludovico que nos anos de 1494 até 1500 fazia inúmeros banquetes de Natal na sua corte. Em um desses eventos a sobremesa principal saiu queimada do forno, então um ajudante de confeitaria para “salvar” o chef de um vexame com o Duque elaborou um pão levemente adocicado com frutas cristalizadas , manteiga , aromas de laranja e deixou fermentando durante algumas horas,

Depois de assado serviu aos convidados como se fosse a sobremesa principal, o doce agradou tanto a todos que o Duque perguntou quem havia feito tal iguaria e para homenageá-lo colocou o seu nome Antônio, daí surgiu o “Pão do Toni”.

O primeiro registo do panetone com o um doce típico do Natal Milanês, surgiu através de um artigo de um escritor chamado Pietro Verri no século XVIII que se refere a ele como “pane di tono” (pão grande ).

“Uma das chaves para a sua grande popularidade e expansão foi a simplicidade dos seus ingredientes, que tornou o produto completamente acessível a todas as classes sociais”, segundo o escritor Stanislao Porzio , autor de diversos livros sobre cultura e gastronomia italiana, entre eles o livro O Panettone (Ed. Guido Tomazzi, 2007) que conta toda a sua história desde a criação até o processo de industrialização. No ano de 1470 em Milão já era uma tradição popular colocar três pães na mesa de Natal fazendo referência a Santa Ceia de Jesus e até hoje em vários países isso continua sendo feito.

A receita para ser considerada original precisa levar farinha, frutas cristalizadas, água, fermento, sal, ovos, açúcar, creme de leite, aromas naturais e principalmente passar pelo processo de fermentação natural, também não podemos esquecer que deve ter um formato cilíndrico.

Mas…. quase ninguém segue essa linha de ingredientes e cada vez mais vão surgindo inúmeras variações com manteiga, chocolate, nozes, até panetone salgado, e o formato pode ser um pouco mais achatado como a Colomba Pascal que consumimos na época da Páscoa ou em forma de árvore, quadrado, etc.

Como esse pão está muito ligado a temas religiosos e culturais , na maioria dos países com grande imigração italiana ele acaba fazendo parte da cultura local como o caso do Brasil , por exemplo que é o maior produtor depois da Itália. O imigrante italiano Carlo Bauducco chegou aqui no final da Segunda Guerra Mundial no ano de 1948 e não perdeu tempo fundando a sua fábrica que hoje é uma gigante do mercado nacional .

Pouca gente sabe , mas o Peru também é um grande consumidor do pão milanês e a tradição oferecer esse produto como presente no Natal é igual a que temos no nosso país.

Ainda falta um mês e pouco para a chegada dessa época mais mágica do ano, mas ainda dá tempo de participar do nosso evento gratuito que começa dia 09 de novembro. Para saber mais informações clique nesse link aqui: http://190cc91.contato.site/pc-evento-cozinha-inclusiva

 

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