Lidando com tragédias relacionadas a alergias alimentares, por Tamara Hubbard

A notícia do ocorrido com a Heloísa essa semana mexeu muito com toda a comunidade de alergias alimentares. Para auxiliar nesse momento, pedi autorização da Tamara Hubbard @foodallergycounselor para traduzir um texto que pode ajudar muitas famílias nesse momento. Este é um bom momento para revisitar dicas práticas sobre como processar e seguir em frente após ouvir sobre essas perdas. (Bianca)

Lidando com tragédias relacionadas a alergias alimentares
por Tamara Hubbard | The Food Allergy Counselor | Terapeuta | Autor

@foodallergycounselor 

Vamos começar validando qualquer emoção que você esteja sentindo. Quando lemos essas histórias, além da tristeza, é fácil passar diretamente para o medo — medo de que esse cenário aconteça conosco e/ou com nossos filhos. Essa é uma resposta normal a essas tragédias!

Mas o que você faz com esse medo é o que importa.

Então vamos analisar algumas abordagens práticas para lidar com o medo que pode surgir após ouvir sobre uma morte por alergia alimentar…

Equilibre o medo com fatos: Isso pode ser feito ao se familiarizar com os dados sobre mortes por alergia alimentar, que na verdade são muito raras. Sim, qualquer morte relacionada à alergia alimentar é uma a mais, mas, para fins de equilíbrio emocional, os dados podem ajudar — se permitirmos.

Vá além das manchetes: Infelizmente, a mídia pode sensacionalizar tragédias, inclusive as relacionadas a alergias alimentares. Então, leia a história completa. Preste atenção aos detalhes. Infelizmente, essas histórias costumam envolver alguns fatores que desempenharam um papel importante no desfecho — e dos quais podemos aprender.

Aprenda e ensine habilidades: Em vez de focar apenas nos medos e nos pensamentos de “e se…”, identifique os fatores que influenciaram o resultado e decida quais habilidades você pode revisar e reforçar.

— Para crianças pequenas, elas não precisam saber da história, mas é uma ótima oportunidade para revisar o plano de ação de emergência (o que também aumenta sua confiança como mãe/pai de criança alérgica).
— Para adolescentes, discuta o cenário e pergunte o que eles fariam de diferente naquela situação.
— E para você, como pessoa alérgica, revise o que teria feito igual ou diferente.

Aqui estão mais algumas dicas práticas para ajudar a processar essas tragédias:

Não hesite em procurar seu alergista para conversar sobre essas histórias, se isso te ajudar.

Estabeleça limites sobre quanto tempo você vai dedicar a pensar nisso, para evitar ficar hiperfocado (a).

Para mais dicas sobre esse tema, confira o post do blog do FAC.

Coping with Food Allergy Tragedies